Senado no Rio: Benedita lidera, enquanto disputa pela segunda vaga fica completamente aberta

Senado no Rio: Benedita lidera, enquanto disputa pela segunda vaga fica completamente aberta

Pesquisa Datafolha divulgada em 21 de agosto mostra Benedita da Silva na liderança, mas aponta cenário de forte equilíbrio entre os principais concorrentes pelas duas cadeiras em disputa.

A corrida pelas duas vagas do Senado Federal destinadas ao Rio de Janeiro entra em uma fase de forte disputa, segundo a primeira pesquisa Datafolha sobre o cenário eleitoral fluminense em 2026. O levantamento, divulgado em 21 de agosto, coloca a deputada federal Benedita da Silva (PT) na liderança, com 15% das intenções de voto.

A vantagem de Benedita é significativa em relação aos concorrentes imediatos, mas ainda não representa uma eleição definida. A segunda vaga aparece completamente aberta, com vários nomes tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

Na sequência aparecem Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), ambos com 8%. Marcelo Crivella (Republicanos), Pedro Paulo (PSD) e Mônica Benício (PSOL) registram 6% cada. Waguinho (Republicanos), com 3%, também está tecnicamente próximo desse grupo devido à margem de erro de três pontos percentuais.

Os 10 nomes mais citados

1. Benedita da Silva (PT) — 15%

2. Carlos Jordy (PL) — 8%

3. Carlos Portinho (PL) — 8%

4. Marcelo Crivella (Republicanos) — 6%

5. Pedro Paulo (PSD) — 6%

6. Mônica Benício (PSOL) — 6%

7. Waguinho (Republicanos) — 3%

8. André Monteiro (Democrata) — 2%9. Marcos Dias (Podemos) — 2%

10. Michelly Xavier (UP) — 2%

Os números mostram uma característica importante da eleição para o Senado: não basta olhar apenas para a ordem numérica da pesquisa. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, Jordy e Portinho, com 8%, estão tecnicamente empatados com Crivella, Pedro Paulo e Mônica Benício, que têm 6%. Waguinho, mesmo com 3%, também entra no universo do empate técnico com esse grupo.Benedita abre vantagem, mas ainda há muito voto em jogoO desempenho de Benedita chama atenção. Com 15%, ela aparece sete pontos à frente dos dois nomes que vêm logo atrás, Jordy e Portinho.

Mas o dado talvez mais importante da pesquisa esteja fora do topo da tabela: 23% dos entrevistados afirmam que pretendem votar branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto outros 12% ainda não sabem em quem votar. Ou seja, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não está consolidada.Isso significa que a disputa pela segunda cadeira pode sofrer mudanças importantes à medida que a campanha avançar, principalmente entre candidatos que já possuem conhecimento público, estruturas partidárias e capacidade de ampliar presença em diferentes regiões do estado.

PL coloca dois nomes no pelotão da frente.

Outro ponto de destaque é a presença de dois candidatos do PL entre os três primeiros colocados. Carlos Jordy e Carlos Portinho aparecem com 8% cada, estabelecendo uma disputa interna relevante dentro do campo de direita.

A presença dos dois, entretanto, também levanta uma questão estratégica: em uma eleição em que cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, a capacidade de mobilização das diferentes forças políticas e a eventual concentração de votos podem ser determinantes.Do outro lado, Benedita representa a principal força do campo petista, enquanto Pedro Paulo aparece como o nome do PSD entre os candidatos que disputam diretamente a segunda vaga.Uma eleição de duas cadeiras e muitos candidatos competitivos.

A eleição deste ano terá duas cadeiras em disputa para o Senado pelo Rio de Janeiro, o que torna o cenário diferente de uma eleição majoritária tradicional para apenas uma vaga.Nesse modelo, um candidato pode liderar a pesquisa e, ao mesmo tempo, não existir uma definição clara sobre quem ocupará a segunda cadeira.

É exatamente o que o Datafolha revela neste momento: Benedita aparece isolada na liderança, enquanto o restante da disputa está embolado.

A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto, em 35 municípios do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado no TSE sob o número RJ-02945/2026.O que a pesquisa sinalizaMais do que estabelecer um ranking, o levantamento revela três movimentos importantes.Primeiro: Benedita parte de uma posição de liderança e hoje é o nome mais competitivo individualmente.Segundo: a segunda vaga está longe de estar definida. Jordy e Portinho aparecem numericamente à frente, mas a margem de erro coloca Crivella, Pedro Paulo e Mônica Benício no mesmo bloco de disputa.Terceiro: existe uma quantidade expressiva de eleitores que ainda pode mudar o desenho da eleição. Somados, brancos, nulos e indecisos chegam a 35%, percentual superior ao registrado individualmente por qualquer candidato.Assim, o retrato de agosto não aponta apenas quem está na frente. Ele mostra uma eleição em que uma cadeira parece, neste momento, mais encaminhada para Benedita, enquanto a segunda permanece em aberto e pode ser decidida por uma disputa voto a voto entre diferentes campos políticos.E, com mais de um mês de campanha pela frente, a tendência é que alianças, exposição dos candidatos, desempenho regional e capacidade de transferência de votos tenham peso crescente na definição das duas cadeiras.

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