TJRJ determina retomada de ação que investiga Marcelo Crivella por suposta promoção pessoal com publicidade institucional

TJRJ determina retomada de ação que investiga Marcelo Crivella por suposta promoção pessoal com publicidade institucional

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e determinou a retomada de uma ação popular que investiga o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) e ex-integrantes de sua gestão na Prefeitura do Rio de Janeiro.

A investigação apura a suposta utilização de publicidade institucional para promoção pessoal durante o período em que Crivella ocupou o cargo de prefeito da capital fluminense. De acordo com a denúncia, teriam sido utilizados recursos públicos para divulgar a imagem do então chefe do Executivo municipal e de membros de sua administração em redes sociais oficiais, campanhas de comunicação e outras publicações institucionais da Prefeitura.

A decisão foi tomada por unanimidade pela Terceira Câmara de Direito Público do TJRJ, que entendeu ser necessária a continuidade da tramitação do processo. Com isso, os desembargadores anularam a sentença da 6ª Vara da Fazenda Pública, que havia extinguido a ação sem analisar o mérito das acusações apresentadas.

Na avaliação do colegiado, as alegações levantadas pelo Ministério Público precisam ser devidamente apuradas antes de qualquer decisão definitiva sobre a existência ou não de irregularidades.

Com a decisão, o processo retorna à primeira instância, onde será aberta a fase de produção de provas. Nessa etapa, poderão ser analisados documentos, realizadas perícias e ouvidas testemunhas, permitindo que o Judiciário reúna elementos suficientes para decidir se houve desvio da finalidade da publicidade institucional e eventual violação aos princípios da administração pública.

A ação busca esclarecer se a comunicação oficial da Prefeitura do Rio extrapolou o caráter informativo, educativo ou de orientação social previsto na Constituição Federal, passando a promover a imagem pessoal de agentes públicos, prática vedada pela legislação.

Até o julgamento definitivo, não há condenação contra Marcelo Crivella ou os demais investigados. A decisão do Tribunal apenas restabelece o andamento do processo para que as acusações sejam analisadas em profundidade, garantindo o contraditório e a ampla defesa aos envolvidos.

O caso volta agora à 6ª Vara da Fazenda Pública da Capital, onde seguirá sua tramitação até o julgamento do mérito da ação.

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