Pré-candidato ao Governo do Estado pelo Novo, comunicador e humorista usou imitação para provocar adversário e questionar problemas na saúde pública durante o debate.
A ausência de Eduardo Paes no debate da Band entre os pré-candidatos ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, realizado no contexto da disputa eleitoral de 2026, não impediu que o nome do ex-prefeito do Rio fosse citado pelos participantes. Um dos momentos de maior repercussão ficou por conta de André Marinho, pré-candidato ao Palácio Guanabara pelo Partido Novo, que recorreu ao humor e à imitação para criticar Paes.
Conhecido por suas imitações de políticos e pela atuação como comunicador e humorista, Marinho reproduziu de forma irônica o estilo de fala de Paes e aproveitou o momento para fazer críticas relacionadas à saúde pública.
Ao mencionar a ausência do ex-prefeito, chamou-o de “fujão” e direcionou parte de seu discurso aos problemas enfrentados por pacientes que dependem do sistema público de saúde.Durante a fala, Marinho afirmou que esteve recentemente no Calçadão de Nova Iguaçu, onde teria sido abordado por uma mulher de 68 anos. Segundo o relato apresentado pelo candidato, ela teria contado que aguardava havia sete meses por um tratamento relacionado à catarata.
A história foi utilizada por Marinho para reforçar sua crítica à situação da saúde no estado e defender que o debate eleitoral deve priorizar problemas concretos enfrentados pela população.“Eu tava no Calçadão de Nova Iguaçu outro dia e uma senhora de 68 anos me abordou, falou da espera de sete meses para ela ter um tratamento básico de catarata”, afirmou o candidato.
Em outro trecho, Marinho voltou a provocar Paes e fez referência à ausência do adversário no debate. A estratégia combinou a característica humorística do pré-candidato com uma crítica política direta, buscando colocar a saúde pública no centro da discussão.A participação de André Marinho marca uma das estratégias adotadas pelo pré-candidato para se diferenciar na corrida pelo Governo do Rio. Com trajetória ligada à comunicação, ao humor e à televisão, ele tenta levar para o ambiente eleitoral uma linguagem mais informal e de confronto direto com os adversários.
Já Eduardo Paes, que é pré-candidato ao Governo do Estado, tornou-se um dos principais alvos das críticas durante o debate mesmo sem estar presente.
A ausência acabou sendo explorada politicamente pelos concorrentes, que utilizaram o espaço para questionar posições e apresentar críticas à sua gestão e às suas propostas.O episódio também evidencia o tom que começa a ganhar espaço na disputa pelo Governo do Rio em 2026: além das propostas administrativas, os candidatos buscam ocupar o debate público com ataques políticos, referências pessoais e estratégias de comunicação capazes de gerar repercussão nas redes sociais.
No caso de André Marinho, a escolha pela imitação de Paes reforça sua identidade política construída a partir do humor e da comunicação. Ao mesmo tempo, ao associar a provocação a um relato sobre a espera por atendimento médico, o pré-candidato procurou transformar o momento de humor em uma crítica sobre um dos temas mais sensíveis para o eleitorado fluminense: o acesso à saúde pública.
As declarações feitas durante o debate devem ser entendidas como manifestações políticas dos candidatos. Eventuais dados ou acusações apresentados no palco precisam ser confrontados com informações oficiais e fontes públicas antes de serem tratados como fatos comprovados.