Helem Christina: da vivência na periferia a uma nova voz feminina na política do Rio

Helem Christina: da vivência na periferia a uma nova voz feminina na política do Rio

Pré-candidata a deputada estadual pelo PSDB, Helem transforma uma história marcada pelo serviço público, pela atuação social e pela convivência com mulheres periféricas em uma proposta política baseada em escuta, território e representatividadeA política nem sempre nasce nos palanques. Às vezes, começa dentro de casa, nas dificuldades enfrentadas por uma família, nas conversas de uma comunidade ou na experiência de quem aprendeu, desde cedo, a olhar para as necessidades de quem está ao seu redor.É a partir dessa perspectiva que Helem Christina vem construindo sua trajetória como uma nova personagem do cenário político do Rio de Janeiro. Pré-candidata a deputada estadual pelo PSDB, ela busca transformar uma história pessoal e de atuação social em um projeto político marcado pela presença nos territórios, pela escuta da população e pelo protagonismo feminino.Sua relação com a política tem raízes familiares. A mãe de Helem dedicou mais de 30 anos ao serviço público do Estado do Rio de Janeiro, com atuação ligada às políticas sociais. Foi uma trajetória que deixou marcas profundas na filha e que ganhou um capítulo doloroso após sua morte em um acidente no Jacarezinho, comunidade onde residia.Moradora do Jacarezinho, Helem cresceu conhecendo de perto a realidade das periferias. A convivência com famílias, mulheres e lideranças comunitárias ajudou a formar uma visão de política que não começa necessariamente em gabinetes, mas na capacidade de ouvir quem vive os problemas diariamente.A exemplo da mãe, Helem também ingressou no serviço público. Ao longo dos anos, manteve uma atuação próxima das comunidades e passou a transformar experiências pessoais em iniciativas de acolhimento e fortalecimento social.Entre essas experiências está sua participação no movimento “Mulheres Curadas para Curar”, voltado ao acolhimento e fortalecimento de mulheres que enfrentam situações de violência doméstica e emocional.A atuação ganhou dimensão com a liderança de um grupo formado por mais de 300 mulheres. O trabalho envolveu escuta, apoio, reconstrução emocional e fortalecimento coletivo — uma experiência que ajudou a consolidar algumas das principais pautas que hoje aparecem em sua construção política.Violência contra a mulher, fortalecimento das famílias, dignidade nas periferias, geração de renda e acesso a oportunidades estão entre os temas que orientam seu discurso.Mas existe outro elemento que atravessa essa trajetória: o empoderamento feminino.A presença de mulheres nos espaços de decisão ainda representa um dos grandes desafios da política brasileira. Embora sejam maioria da população, as mulheres continuam enfrentando barreiras para transformar sua participação social em presença efetiva nos espaços de poder.É nesse cenário que novas lideranças femininas procuram ocupar espaço não apenas como candidatas, mas como representantes de uma parcela da sociedade que deseja participar diretamente das decisões que impactam suas vidas.Helem procura inserir sua trajetória nesse movimento.Sua proposta de atuação parte de uma premissa simples: ouvir antes de decidir.Um dos exemplos é o projeto “Casa, Café e Conversa”, que leva discussões políticas para dentro das casas e busca criar um ambiente de diálogo direto com moradores e famílias. A iniciativa traduz a estratégia de aproximar a política do cotidiano e compreender as demandas antes de apresentar respostas.Nas redes sociais, a comunicação segue a mesma lógica. Em vez de concentrar a imagem política exclusivamente em discursos institucionais, Helem procura mostrar territórios, pessoas e histórias, utilizando a comunicação digital como extensão da presença física nas comunidades.A construção de sua base também acontece de forma gradual, reunindo lideranças comunitárias, mulheres atuantes em diferentes regiões e apoiadores que se identificam com a proposta.O movimento ainda está em formação, mas a trajetória revela uma tentativa de construir uma identidade política própria, sustentada menos pela política tradicional e mais pela experiência acumulada junto à população.Para Helem Christina, a política pode começar com uma conversa.E, em um momento em que o eleitor cobra cada vez mais proximidade, representatividade e capacidade de compreender a vida real, essa escolha pode ser justamente o principal diferencial de uma nova liderança.Sua pré-candidatura pelo PSDB coloca em cena não apenas mais um nome na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas uma mulher que busca transformar vivências, relações comunitárias e trabalho social em participação política.A história está apenas começando. O próximo capítulo será escrito nas ruas, nas comunidades e, sobretudo, pela resposta que essa proposta encontrará junto ao eleitorado fluminense.

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